sábado, 23 de fevereiro de 2013

Trovadorismo

Podemos dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII, em plena Idade Média, período em que Portugal estava no processo de formação nacional.
Marco inicial
O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantiga da Ribeirinha” (conhecida também como “Cantiga da Garvaia”), escrita por Paio Soares de Taveirós no ano de 1189. Esta fase da literatura portuguesa vai até o ano de 1418, quando começa o Quinhentismo.

Trovadores

Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acompanhamento de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Estas cantigas eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros. São eles: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda” e “Cancioneiro da Vaticana”.

Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho.

No trovadorismo galego-português, as cantigas são divididas em: Satíricas (Cantigas de Maldizer e Cantigas de Escárnio) e Líricas (Cantigas de Amor e Cantigas de Amigo).

Cantigas de Maldizer: através delas, os trovadores faziam sátiras diretas, chegando muitas vezes a agressões verbais. Em algumas situações eram utilizados palavrões. O nome da pessoa satirizada podia aparecer explicitamente na cantiga ou não.

Cantigas de Escárnio: nestas cantigas o nome da pessoa satirizada não aparecia. As sátiras eram feitas de forma indireta, utilizando-se de duplos sentidos.

Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição inferior (de vassalo) a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. As cantigas de amor reproduzem o sistema hierárquico na época do
feudalismo, pois o trovador passa a ser o vassalo da amada (suserana) e espera receber um benefício em troca de seus “serviços” (as trovas, o amor dispensado, sofrimento pelo amor não correspondido).

Cantigas de Amigo: enquanto nas Cantigas de Amor o eu-lírico é um homem, nas de Amigo é uma mulher (embora os escritores fossem homens). A palavra amigo nestas cantigas tem o significado de
namorado. O tema principal é a lamentação da mulher pela falta do amado.

Estilo e escolas literárias

Estilo individual é a maneira peculiar com que cada escritor manipula a linguagem literária. Refere-se à capacidade de usar técnicas para obter um melhor resultado estético.

Estilo de época diz respeito a uma série de procedimentos estéticos que caracterizam determinado período histórico
porque foram usados repetitiva e constantemente, por uma ou mais geração de escritores.

Tomando por base os estilos de época, podemos fazer a seguinte periodização das literaturas portuguesa e brasileira:

Literatura Portuguesa
Trovadorismo
Humanismo
Classicismo
Barroco
Arcadismo
Romantismo
Realismo
Simbolismo
Modernismo


Literatura Brasileira

Quinhentismo
Barroco
Arcadismo
Romantismo
Realismo e Naturalismo
Parnasianismo
Simbolismo
Pré-Modernismo
Modernismo

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Poesia, poema e prosa


A palavra poesia vem do grego poiesis, que pode ser traduzido como a atividade de produção artística ou a de criar ou fazer. Com base nisso, a poesia pode não estar só no poema, mas também em paisagens e objetos. Trata-se, enfim, de uma definição mais ampla, que abarca outras formas de expressão, além da escrita.

poema também é uma obra de poesia, mas que usa palavras como matéria-prima. Na prática, porém, convencionou-se dizer que tanto o poema quanto a poesia são textos feitos em versos, que são as linhas que constituem uma obra desse gênero.

prosa é uma narrativa ficcional, em oposição a verso, composta sem forma métrica, sem verso(s).

Advérbios, conjunções, interjeições e preposições

Na Morfologia as classes invariáveis são: os advérbios, as conjunções, as interjeições e as preposições, Isto é, são palavras que não vão para o plural, nem para o feminino.



Classes gramaticais

Função ou sentido

Advérbio

Palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, expressando uma circunstância. Exemplos:
Ali, lá, naquele lugar.
Não: expressa negação.
Logo: prontamente, imediatamente.

Preposição

Termo que subordina uma palavra a outra. Exemplos:
Livro de João, peso sobre o papel, espaço entre as árvores, morava em Belo Horizonte.

Conjunção

Termo que liga duas palavras, dois membros de uma oração ou duas orações. Exemplos:
E: exprime ideia de adição (aditiva).
Mas: relaciona pensamentos em contraste ou oposição.
Quando: conjunção temporal.
Se: conjunção que exprime condição.

Interjeição

Vocábulo que traduz uma impressão súbita, como dor, susto, alívio, admiração. Exemplos:
Oba!: alegria, satisfação. Ah!: alívio, alegria. Psiu!: Ordena silêncio.

Artigo, adjetivo, pronome, numeral, substantivo e verbo


Na morfologia as classes variáveis são: artigo, adjetivo, pronome, numeral, substantivo e verbo isto é, se flexionam, indo ao plural, ou feminino, ou superlativo:

Classes gramaticais

Função ou sentido

Substantivo

Palavra que serve para designar os seres, atos ou conceitos; nome.

Substantivos de dois números

Substantivo que tem a mesma forma para o singular e o plural: lápis, vírus, ônibus, mil-folhas.

Substantivos de dois gêneros

São substantivos que têm a mesma forma para seres de ambos os sexos, sendo o gênero marcado pelo artigo que os precede. Exemplos: o/a colega, o/a agente, o/a lojista.

Substantivos sobrecomuns

Têm a mesma forma para o masculino e o feminino, não variando sequer o artigo ou o adjetivo que os acompanha. Exemplos: a pessoa, a vítima, a criança, o cônjuge, o monstro.

Verbo

Palavra que expressa ação, estado ou fenômeno. É a classe gramatical mais rica em variação de formas, podendo mudar para exprimir modo, tempo, pessoa, número e voz. No dicionário, são encontrados no modo infinitivo, que é, por assim dizer, o nome do verbo. Exemplos: Fugir, estar, chover, comprar, ser, anoitecer.

Adjetivo

Palavra que se relaciona com o substantivo para lhe atribuir uma qualidade. Exemplos: mulher linda, livro divertido, árvore alta, olhos azuis.

Adjetivo de dois gêneros

É um adjetivo que mantém a mesma forma tanto quando se refere a substantivos masculinos quanto a femininos. Exemplos: Sugestão aceitável, convite aceitável, obra incrível, livro incrível, rapaz adorável, moça adorável.

Adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros

Trata-se de palavra que pode ser classificada como adjetivo ou como substantivo e mantêm a mesma forma para os dois gêneros. Exemplos: Um jovem rebelde (neste caso, jovem é o substantivo e rebelde, sua qualidade, o adjetivo). Um rebelde jovem (neste caso, ocorre exatamente o contrário)

Artigo
Artigo definido
Artigo indefinido

Palavra que se coloca antes do substantivo, determinando-o e indicando seu gênero e número (artigo definido: a, as, o, os) ou (artigo indefinido: um, uma, uns, umas).

Pronome

Palavra que substitui o nome ou que o acompanha tornar claro o seu significado. Os pronomes se dividem nas seis grandes classes a seguir:

Pronomes pessoais

Designam as três pessoas do discurso (no singular ou no plural). Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, se, lhes, os, as. Mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco, convosco. Também são pessoais os pronomes de tratamento: você, o senhor, a senhora, vossa senhoria, vossa Excelência, etc.

Pronomes possessivos

Indicam a posse em relação às pessoas do discurso: Meu, minha, meus, minhas, nosso, nossa, nossos, nossas, teu, tua, teus, tuas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas.

Pronomes demonstrativos

Indicam o lugar ou a posição dos seres em relação às pessoas do discurso. 1ª. Pessoa: Este, esta, estes, estas, isto. 2ª. Pessoa: Esse, essa, esses, essas, isso. 3ª. Pessoa: Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.

Pronomes relativos

Representam numa oração os nomes mencionados na oração anterior. Exemplo: O livro que comprei é muito bom. São pronomes relativos: Que, quem, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s), o qual, a qual, os quais, as quais.

Pronomes indefinidos

Referem-se à terceira pessoa do discurso num sentido vago ou exprimido quantidade indeterminada. Exemplos: Quem espera sempre alcança. São pronomes indefinidos: algum, nenhum, qualquer, ninguém, onde, etc.

Pronomes interrogativos

Os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto, quando são usados para formular uma pergunta.

Numeral

Palavra que designa os números ou sua ordem de sucessão. Exemplos: Cardinais: quatro, vinte, trinta. Ordinais: quarto, vigésimo, trigésimo. Fracionários: meio, um terço, um quinto. Multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo.

Morfologia e Sintaxe



Morfologia é o ramo da gramática que estuda a classe das palavras - isto é, a natureza delas. Em português, essas classes são dez: seis variáveis, e quatro invariáveis.

 
A Sintaxe, por sua vez, é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Literatura



A literatura, como manifestação artística, tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor (o artista), com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas. O que difere a literatura das outras manifestações é a matéria-prima: a palavra que transforma a linguagem utilizada e seus meios de expressão. Porém, não se pode pensar ingenuamente que literatura é um “texto” publicado em um “livro”, porque sabemos que nem todo texto e nem todo livro publicado são de caráter literário.

Logo, o que definiria um texto “literário” de outro que não possui essa característica? Essa é uma questão que ainda gera discussão em diversos meios, pois não há um critério formal para definir a literatura a não ser quando contrastada com as demais manifestações artísticas (evidenciando sua matéria-prima e o meio de divulgação) e textuais (evidenciando um texto literário de outro não literário). Segundo José de Nicola (1998:24), o que torna um texto literário é a função poética da linguagem que “ocorre quando a intenção do emissor está voltada para a própria mensagem, com as palavras carregadas de significado.” Além disso, Nicola enfatiza que não apenas o aspecto formal é significativo na composição de uma obra literária, como também o seu conteúdo.
 
 

Arte



A designação do termo vem do latim Ars, que significa habilidade. É definida como uma atividade que manifesta a estética visual, desenvolvida por artistas que se baseiam em suas próprias emoções. Geralmente a arte é um reflexo da época e cultura vivida. A Arte existe desde os primeiros indícios do desenvolvimento do homem, inicialmente utilizada para suprir necessidade de sobrevivência, como utensílios de cozinha e inscrições em cavernas.
A Arte é desenvolvida com o intuito de mostrar o pensamento do artista e expressar os sentimentos, por meio de correntes de estilo e estéticas diferentes, isto é, arte pode ser considerada como uma forma de expressão.


CONSUMA ARTE!

Tipos de Linguagem

Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação, tais como: sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica, por exemplo). Num sentido mais genérico, a Linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se.


Tipos de Linguagem

A linguagem pode ser:

Verbal: a Linguagem Verbal é aquela que faz uso das palavras para comunicar algo.

 

A figura acima nos comunica sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação).

Não Verbal: é aquela que utiliza outros métodos de comunicação, que não são as palavras. Dentre elas estão a linguagem de sinais, as placas e sinais de trânsito, a linguagem corporal, uma figura, a expressão facial, um gesto, etc.




Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam.

Linguagem mista: é uso misturado da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando palavras escritas e figuras ao mesmo tempo.
 

Variantes Linguísticas

Uma língua nunca é falada de maneira única pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações. O modo de falar uma língua varia:

- de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje;

- de região para região: o carioca, o baiano, o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas;

- de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular);

- de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos, em casa e em outras situações informais.

Além dessas, há outras variações, como, por exemplo, o modo de falar de grupos profissionais, a gíria própria de faixas etárias diferentes, a língua escrita e oral.


Diante de tantas variantes linguísticas, é inevitável perguntar qual delas é a correta. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos, mas sim, a mais adequada a cada contexto. Dessa maneira, fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida.

O importante é respeitar todas as variantes da nossa Língua Portuguesa. E por falar nisso, você já conhece o "Dicionário dos Manos"?

Eis aqui...

 
Mano não vai embora, vaza.

Mano não briga, arranja treta.

Mano não bebe, chapa o coco.

Mano não cai, toma um capote.

Mano não entende, se liga.

Mano não passeia, dá um role.

Mano não come, ranga.

Mano não entra, cai pra dentro.

Mano não fala, troca ideia.

Mano não dorme, apaga.

Mano nunca tá apaixonado, tá a fim.

Mano não namora, dá uns cato.

Mano não mente, dá um migué.

Mano não ouve música, curte um som.

Mano não se dá mal, a casa cai.

Mano não acha interessante, acha bem loco.

Mano não tem amigos, tem uns truta/ uns camarada.

Mano não mora em bairro, se esconde nas quebrada.

Mano não vai para o Guarujá, cai pro litoral.

Mano não tem namorada, tem mina.

Mano não faz algo legal, faz umas parada firmeza.

Mano não é gente, é mano.

E para finalizar: “ Sangue na veia de mano não corre...tira racha”.CERTO MANO?

(Texto extraído da Internet)